Mostrar mensagens com a etiqueta poema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poema. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 31 de maio de 2011

Não sei...

Não sei bem o que pensar, não sei bem o que dizer.
Certos gestos e atitudes me confundem.
Certas palavras e silêncios me surpreendem

Fiz aquilo que não queria,
Pensei o que não devia.
Senti com preconceito
Amei(?) sem qualquer jeito.

Queria-te por perto, mas costas virei.
Queria o teu amor, mas fugi!

Quando me apercebi, foi tarde... Para nós!
Mas cedo aprendi, que nunca é tarde para mim

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Poema - Nha Codê

Não me perguntem o que fez postar este poema, mas gostei dele...
É de Cabo-Verde, claro!!!



NHA CODÊ


Tiraram o lume dos teus olhos
e fizeram braseiro
para aquecer a noite fria;
noite de qualquer dia.
Roubaram o teu riso
e encheram de gargalhadas
de luz e de música
as suas reuniões frustradas.
Da tua pele fizeram tambor
para nos ajuntar no terreiro!
Dondê nha Codê?
Não
não mataram o meu filho
que eu sei que o meu filho não morre.

(Se choro
são saudades de nha Codê...)
Nha Codê vive
na evocção de um mundo distante
no riso e no choro das ervas rasteiras
na solidão dos campos
nas pândegas de marinheiros
na vida que nasce e morre
em cada dia que passa!
... E em mim
essa saudade de nha Codê!


(in "Caminho longe", 1962)